martes 17 de febrero de 2009

Manual grátis de Apicultura Extensiva Natural

Manual grátis de Apicultura Extensiva Natural

Aviso: Não use a Internet Explorer para ver este blog, desestrutura o desenho, pondo todos os vídeos instrutivos que existem a direita, fora da vista, no fundo da pagina, não permitindo vê-los, Troque de navegador, por favor.



Inglés
Inglés
Español
Argentino
Italiano
Francés
Rumano
Ruso








ChinoAlemánJaponés
HindúIndonesio
UcranianoHebreo
Polaco

Quiero agradecer la traducción de mi blog al idioma portugués hecha con tanta amabilidad por el Señor Ingeniero José Elpidio de Mendonça Cerqueira de Salvador, Bahia en Brasil, apicultor, associado a Associação de Apicultores de Entre Rios Bahia, Apiterapeuta e Delegado da Sociedade Brasileira de Apiterapia - SBA, núcleo Bahia, Engenheiro e Conselheiro da Associação dos Engenheiros da Petrobras e Pesquisador da Cadeia Apícola Baiana onde prioriza a produção de mel e própolis.
Gracias José por tanto esfuerzo !!

DECLARAÇÃO:

Não conheço nenhuma outra técnica de manejo apícola,
(e creio conhecer a quase todas) que necessite menos insumos, gastos com deslocamento e mão de obra, do que a que brindo neste manual que está a sua disposição de forma gratuita.




Após ter feito apicultura como uma atividade complementar por muitos anos me transformei em apicultor orgânico profissional por volta de 2002.

Exerci a docência apícola, ensinando Apicultura Extensiva Natural, como Instrutor Nacional em Escolas de Formação Profissional nos distritos de Moreno

e General Rodriguez na província de Buenos Aires, República Argentina.

Em 2004, fugindo do glifosato e do pacote tecnológico da soja e suas secuelas de devastação do meio ambiente, transferimos todas nossas colméias para as regiões de Pirané e Monte Lindo, estado de Formosa, região tropical da
República Argentina, onde estão atualmente.

Por mais de um ano fui o encarregado de apicultura da Estância "El Palomar" estabelecimento agropecuário (gado e abelha) com 3000 hectares na localidade de Palo Santo em Formosa. A Estância dispõe da maior sala de extração de mel do norte argentino, com certificação orgânica e de 1.000 colméias.

As fotos mostradas a seguir, são do estabelecimento, quando dirigia a atividade apícola e apliquei a técnica que explico neste manual grátis de Apicultura Extensiva Natural, com os resultados que se podem observar:
(Clic sobre a imagem se quiser vê-la em tamanho normal)

O gráfico a seguir, mostra como estão montadas as colméias acima.
(Clic sobre a imagem se quiser vê-la em tamanho normal)

Video: Armando passo a passo, uma colméia para a técnica de apicultura extensiva natural:

video

Esta é a entrada do alvado de uma das colméias mostrada acima, e tem muito menos luz pois ele está direcionado ao monte, exigindo que o fotografo se posicionasse diante da espessura. Quando assumi a gerencia deste estabelecimento apícola montei as colmeias com o alvado voltado para o monte para facilitar o trabalho por trás e no caminho.
Observem a força dessa raça, fixando bem e aumentando a imagem, se vêm abelhas iniciando os vôos diretamente da colméia sem utilizar tabua de pouso/vôo, pois trabalham em alta velocidade.

Nestas duas ultimas fotos se vêm colméias que receberam há pouco todo o material que pude por emcima. logo após serem trazidas das arvores onde foram capturadas.
Não vá pensar que o autor, que está nestas fotos, "falta com respeito" as colméias que o rodeiam, o que ocorreu foi que o fotografo, por determinação da administração da Estancia, estava fazendo um album com todas as atividades do estabelecimento. E não me deu tempo de vestir-me adequadamente, com as luvas e botas altas de couro que sempre uso para trabalhar, note que em todas elas estou com as mãos o mais perto possivel dos bolsos, "por precaução" :-)

O material utilizado para escrever gratuitamente este manual, o tinha preparado para escrever um livro, que pensava publicar, com direitos autorais.

Porém creio que utilizando a internet alcançarei um número muito maior de pessoas, em todo o mundo, que necessitam conhecimentos práticos que lhes ajudem a equivocarem-se menos nesta profissão de detalhes que é a apicultura.

Tudo o que escrevi aprendi equivocado-me, que é na realidade como se aprendem todas as coisas, pelo método de prova e erro. Aprender do erro para provar de novo.

A vida me ensinou que o que mais dá, é o que mais recebe..

Espero que isto sirva a todos os que necessitam.

Me considero bem pago pela satisfação de ser útil aos demais, porém mais que tudo, pela esperança de que este método ajude no possível, a salvar as abelhas de todo o mundo que estão correndo o risco de desaparecerem.

NOTA:

Neste manual você encontrará explicado, sem ocultar nada, a técnica que desenvolvemos quando tínhamos nossas colméias na Província de Buenos Aires, República Argentina, e que concluímos na Província de Formosa, onde atualmente temos nossos apiários.

Esta técnica bem poderia chamar-se Permapicultura, pois para desenvolve-la seguimos os ensinamentos do genio da Agricultura do não fazer, Masanobu Fukuoka.

E nos limitamos a observar, e selecionar tudo aquilo que podiamos deixar de fazer e utilizar, com vantagem para nós, porém mais importante ainda, para as abelhas.

Foi aplicada de maneira massiva entre 2006 e 2007, com grande êxito, em 1.000 colméias em um estabelecimento apícola na localidade de Palo Santo em Formosa que tem certificação orgânica sobre 3.000 hectares, oportunidade em que "Capturei" para povoar as colméias vazias que haviam, 240 enxames, com um método que explicarei em detalhes a seguir.

OUTRA NOTA IMPORTANTE:

Este agregado o faço hoje, 27 de abril de 2009, para evitar a confusão que observo com a maioria que crê, vendo as fotografias mostradas acima, que esta é a condição normal das colméias de Formosa na Argentina.
.
Quero que fique bem claro que essa É A CONDIÇÃO NORMAL DAS COLMÉIAS MANEJADAS DA MANEIRA QUE RECOMENDO.

De nenhuma maneira é a condição normal das colméias de Formosa levadas com outro sistema.

Em Formosa, igual a TODAS as zonas ocupadas por africanizadas, os resultados são muito pobres na imensa maioria dos casos, porque existem poucas técnicas, como a que descrevo, que permitam aproveitar o potencial dessa raça ao máximo.

Digo porque está parecendo a muitos, vendo o que mosto, que Formosa é o paraiso dos apicultores com qualquer técnica, E NÃO É ASSIM.

Qualquer duvida que tenha, faça um comentário ou faça-o através de meu correio: oscarperone@gmail.com

VISITE EL BLOG DE OSCAR PERONE
http://oscarperone.blogspot.com
oscarperone@gmail.com

Proponho-lhe que sejamos socios em apicultura

PROPONHO-LHE QUE SEJAMOS SOCIOS EM APICULTURA


Se aceitas este trato, você entrará com as colméias e o trabalho necessário, e todo o material e recursos necessários ao funcionamento de um empreendimento apícola.


O hardware como diremos.


Eu entro com todo meu conhecimento e experiência a sua disposição, estando preparado e pronto para estar sempre a sua disposição sempre que você precise.


O software diríamos.


Todo o produzido que se consiga com nosso empreendimento é seu.

TUDO.


E a partir do momento em que entenda que não mais precisa de mim porque já aprendeu todo o necessário, deixamos de ser sócios e não o molesto mais.


Estarás perguntando qual é o beneficio, que busco,

¿De onde saiu este tipo?


O que busco é o mesmo que busco com este blog, que esta informação chegue e beneficie a maior quantidade de gente possível.


E isto só se pode conseguir em cada lugar, em cada região, em cada país, se encontro pessoas como vocês que queiram provar fazendo o que proponho.


Desta maneira, os apicultores e pessoas que estão observando, que primeiro riram das "bobagens" que faz, logo, quando vejam os resultados, se acercarão dizendo algo assim como "Bom, agora a serio, ¿Como é este assunto?


Afirmo porque comigo aconteceu várias vezes.


E se não, veja o que passou com uma pessoa de Xixón, Asturies na Espanha, que fez o que recomendo e que ele mesmo reconhece que o fez com sérias duvidas:


http://lesfontanielles.wordpress.com/2009/06/01/¡¡¡pesque-el-campanu/


¿Se da conta da força do testemunho?


Isso é o que necessito gente que sirva de testemunho, e que termine ensinando o que ensino as pessoas da redondeza.


Se estiver de acordo com o trato que lhe proponho, comece por ESTUDAR o conteúdo do manual deste blog, que não é o mesmo que ler, e quando tenha dúvidas, pergunte-me, não me molesta, ao contrário, me emociona e entusiasma.


Eu estou aqui para ajudá-lo a que tenha êxito, formo parte de seu empreendimento, se me permites, claro.


Espero sua resposta, escreva-me ao meu correio particular:


oscarperone@gmail.com


Ponha por favor, no Assunto: de sua mensagem a palavra


Sócio


Desta maneira, poderei dar pronta contestação.

lunes 16 de febrero de 2009

ZYX y CBA de la Apicultura

ZYX y CBA de la Apicultura

A maioria dos conhecimentos teóricos que possuímos, e que baseiam a maioria das técnicas que usamos, vêem de muito tempo atrás, e insensivelmente, nos deixamos adormecer sem ter vontade de revisar o aprendido usando as cinco ferramentas necessárias para ter critério próprio: Poder de observação, poder de reflexão, lógica, sentido comum e instinto.

Nos iludimos com teorias provenientes de empresas fabricantes e comerciais de implementos apícolas, editoras ao mesmo tempo de catálogos de seus produtos, disfarçados de livros de apicultura, nos quais –claro- se recomenda o uso e
abuso de quanto elemento tenha sido inventado pelos próprios ou não, onde metodicamente se enumera todo “o necessário” para ser um bom apicultor.

Catálogos que não são esclarecedores, pois o editor-autor, entre outras coisas, não faz uma analise comparativa entre os implementos, pois não quer ficar mal com nenhum dos seus fornecedores (Exemplo: “Este implemento aparenta ser melhor do que aquele, porém existem muitos apicultores que pensam o contrario”) com o conseqüente dano mental para o leitor, que pensa que o que lê é um livro técnico de apicultura; necessário para aprender, sem perceber que é um catálogo de venda.

Cremos que já é hora de que estas questões sejam discutidas, pensadas e meditadas com base nas cinco ferramentas mencionadas, porém também com o bolso (O dos apicultores, claro) que é o mais prejudicado já que o tema não está sendo tratado com o devido cuidado.

E para fazer desta maneira vejamos onde cremos que estão as incongruências, as falhas, e de que maneira estas incongruências e falhas nos levam a cometer erros nas técnicas que usamos e que nos saiem caríssimas, ainda que mais de uma vez este custo passe despercebido por crer de “pés juntos” no que está aceito como “o que deve ser” e nos deixar levar a um erro comum entre os apicultores: Mais de una vez acreditamos que sabemos de apicultura mais que as
abelhas.

Vejamos por partes:

1. A temperatura do agrupamento interno invernal de abelhas e do interior da colméia.
2. As reservas e as doenças – A relação entre elas.
3. Tempo de uso dos quadros e uso da cera alveolada.
4. A câmara de cria ideal.
5. Os enxames.

Estes temas serão vistos de forma separados.


Qualquer duvida que tenha, faça um comentário ou faça-o através de meu correio: oscarperone@gmail.com

VISITE EL BLOG DE OSCAR PERONE
http://oscarperone.blogspot.com
oscarperone@gmail.com

domingo 15 de febrero de 2009

1 - A temperatura do agrupamento interno invernal de abelhas e do interior da colmeia

1 - A temperatura do agrupamento interno invernal

Aquí nos reportamos a quem possivelmente tenha sido o maior estudioso do tema.
Nos referimos ao Dr. C. L. Farrar, do laboratório de Entomologia e Quarentena Vegetal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que escreveu um artigo e publicou no “Gleanings in Bee Culture”, em setembro de 1943 (Observem as datas), destacando-se o seguinte:

“O agrupamento interno invernal de abelhas não visa aquecer o interior da colméia."
"Durante os anos de 1929 a 1931, o autor estudou as temperaturas do agrupamento de abelhas da colméia, registrando dados em colméias de dois corpos, equipadas
cada uma com 118 ou mais pilhas termoelétricas. Se compararam colônias alojadas em colméias de paredes simples com outras de paredes duplas e colméias comuns protegidas com graus extremos de isolamento.”
“O uso de muitas pilhas termoelétricas distribuídas em colméias de dois pisos determinou o fato de que durante um período frio prolongado, a temperatura do ar que rodeia o agrupamento interno invernal de abelhas se aproximará da
temperatura exterior, independente do grau de isolamento da colméia.”
“Um alvado bem reduzido é suficiente para que se formem correntes de ar suficientemente grandes para que se produzam correntes, que dissipam a pequena quantidade de calor que o agrupamento interno invernal de abelhas irradia de sua superfície.”
“o agrupamento interno invernal de abelhas produz seu próprio isolamento contra a perda de calor. A concentração isolante de abelhas muito apertadas, fechando os espaços entre os quadros e quaisquer células vazias, em um espaço que varia de 3 até 7 centímetros, o protegem exteriormente, e as abelhas mais soltas agrupadas no centro geram calor.”

Daqui se deduz que são errôneos os reiterados conselhos que se dão de reduzir o espaço da colméia no inverno com o equivocado conceito de que um espaço grande dentro da colméia esfria o agrupamento interno de abelhas. .
Este equivocado conceito induz a erros na técnica usada, como o uso do tristemente famoso “poncho”, ou o uso de uma entre tampa entre agrupamento de abelhas e as reservas de mel “para que não se esfrie o ninho.”.

Tratemos a maneira de exemplo primeiro o uso do “poncho” :

Já sabemos pelo que estudou o Dr. C. L. Farrar que as abelhas não pretendem aquecer o interior da colméia, e que a temperatura desta se igualará cedo ou tarde com a do exterior pela simples razão de que existe uma pequena abertura no alvado, e que é inútil diminuir o espaço para que ele "não esfrie”.
Tenhamos em conta agora que o agrupamento interno invernal de abelhas é constituído por seres vivos, que respiram e transpiram, criando por isso mesmo umidade.

Umidade esta que ao encontrar-se com una lâmina de plástico necessariamente mais fria deve condensar e cair sobre o agrupamento de abelhas em forma de gotas criando excelentes condições para o desenvolvimento de micoses
(enfermidades originadas por fungos) entre outros muitos inconvenientes que poderemos imaginar agora que estamos considerando os fatos tais como sucedem na realidade.

Consideremos agora como exemplo o uso de uma entre tampa entre o agrupamento interno invernal de abelhas e as reservas de mel.

Já sabemos que diminuir o espaço não só é inútil, mas prejudicial porque a umidade gerada não tem onde condensar-se o mais distante possível do agrupamento invernal, sem causar prejuízo e para compreender como acontecem as coisas em nossas colméias.
Para conseguir evitar este prejuízo, tenhamos em conta por um momento como estão dispostas as coisas em uma colméia habitando um oco de uma árvore, ou seja em seu habitat natural onde a abelha tem claro o que precisa fazer para sobreviver desde pelo menos trinta e cinco milhões de anos.

Numa colméia natural o agrupamento interno invernal de abelhas e as crias, quando existem, sempre estão abaixo do mel e isto acontece por que o mel operculado além de ser reserva alimentícia, tem outras duas funções pouco recordadas ou pouco conhecidas:

Primeira, o mel não só serve de reservas alimentícias como a função de ajuda na calefação do ninho, tendo em vista que o quadro de mel operculado é na sua totalidade um material de alta inércia térmica (material que absorve e perde com dificuldade temperatura). Um exemplo de material com alta inércia térmica é o concreto armado e quem tem a experiência de não poder dormir debaixo de um teto deste material no verão sabe que o concreto armado absorve com dificuldade todo o calor que recebe durante o dia porém que demora muito em perde-lo durante a noite.

Esta função de estufa é obtida pelos quadros com mel e isso explica também por que é conveniente que as colméias tenham abundantes reservas e que no inverno recebam o sol durante o dia.

Outro dado não levado em conta ou pouco conhecido é o de que o agrupamento interno invernal de abelhas faz com que a parte do quadro ocupada por ele tenha a mesma temperatura do interior do agrupamento, aproveitando desta maneira a
alta inércia térmica do mesmo para ajudar na tarefa de conservar a temperatura necessária, mas também para que as abelhas possam desopercular os alvéolos que contém mel, coisa absolutamente impossível de ser realizada pelas abelhas em opérculos com alvéolos frios.

Segunda, com os quadros vazios que por sua imensa superfície são verdadeiros radiadores, que se encontram encima do ninho que é onde necessariamente vão parar os vapores de água da transpiração, esta terá onde condensar-se sem causar dano.

Com todos estes dados poderemos compreender agora porque morrem colméias com reservas de mel quando estas estão separadas do agrupamento de abelhas invernal por uma entre tampa.
Este elemento corta o caminho do agrupamento interno invernal de abelhas para chegar as reservas e mesmo que estejam a milímetros do agrupamento, é como se estivessem noutro universo: Impossível chegar até elas sem dividir o agrupamento, que é o mesmo que uma condenação segura a morte, e desgraçadamente para amargura de todos os que tiveram, por usar uma entre tampa desta maneira, que enfrentar a metódica morte de suas colméias.

O mais triste (e já escutamos a expressão) é que isto é usado para dizer: “Por mais mel que se deixe, não o querem, morrem igual”.

Vale aqui recordarmos este sábio e antigo dito em apicultura: “As abelhas não morrem de frio, morrem de fome”.

Este é um claríssimo exemplo do que dizíamos quando afirmamos que são os apicultores que pagam o preço devido a erros aconselhados por técnica errada passada por produtores/comerciantes de equipamentos apícolas.. E o que é mais triste, os que mais alto preço pagam são os apicultores novos, as pessoas que a cada ano se acercam da apicultura para aprender e que cometem erros que na maioria das vezes os deixam fora da profissão de maneira definitiva, como por
exemplo, as que todos os anos compram quando estão se iniciando em apicultura, extratores de mel, que na maioria das vezes nunca chegarão a usar porque não têm suficientes abelhas, e se chegam a usar será para colher as reservas invernais de suas primeiras e por isto mesmo últimas colméias, sem saber que isso não se faz, sem pagar o conseqüente preço em morte ou enfermidade das colméias.

Qualquer duvida que tenha, faça um comentário ou faça-o através de meu correio: oscarperone@gmail.com

VISITE EL BLOG DE OSCAR PERONE
http://oscarperone.blogspot.com
oscarperone@gmail.com

sábado 14 de febrero de 2009

2 - As reservas e as enfermidades - A relação entre elas.

É necessário que primeiro analisemos o conceito de Produto Orgânico:
Se diz que um produto é orgânico quando a cadeia de sua produção não teve contato com produtos sintetizados que o contaminem, conservando sua condição de produto natural. Aqui queremos dar ênfase a palavra natural.

Ou seja, um pêssego será orgânico, quando não tenha sido contaminado em sua produção e comercialização.

Porem observemos: Um doce elaborado com este pêssego orgânico e açúcar orgânica, cuidando que na elaboração e comercialização não se contamine ¿Pode ser denominado “Doce de pêssego Orgânico? Diz a lei que sim, porem consideremos o seguinte:

Assim como o elétron é a unidade da eletricidade, e o fóton é a unidade da luz, a unidade da vida são as enzimas.

Isto é assim porque todo processo que realiza um ser vivo é um processo enzimático.
Sem enzimas é impossível que guiemos um olho, respiremos, caminhemos ou pensemos, pois em cada um destes e de todos os processos da vida, é necessário um tipo específico de enzima.

Porem talvez o mais importante, sem enzimas é impossível que chegue a cada uma das células que formam nosso corpo a informação estrutural que provem desse alimento consumido assim como está na natureza: cru.

Como: exemplo:
Pensemos que o corpo vivo é o hardware (todo o que se pode tocar em um computador) e o alimento o software (todo o que não se pode tocar, como por exemplo os programas que fazem funcionar o computador)

Com esta informação estrutural, com este software (O manual se queres) cada uma dessas células terá a informação precisa para comportar-se como é necessário e para que tudo funcione como é preciso, em fim, para que tenhamos saúde.

Pensemos que um dos processos mais importantes para nos, os seres vivos, é o processo de assimilação, sem o qual não é possível que a vida siga.

Deus em sua infinita sabedoria dispôs as coisas na natureza de modo que cada uma que possa ser convertida em alimento, contenha em si mesma as enzimas que permitirão, ao ser que ingira essa coisa, poder digerir-la e assimilá-la.

Por exemplo, nos hidratos de carbono crus (como a erva) está presente a hidrolisa que é a enzima que permite que possa ser digerida.

Nas proteínas cruas (como a carne crua) está a protease que permite que possam ser digeridas.

Nas gorduras (tanto animais como vegetais e sempre que estejam cruas) está a lípase que permitirá que estas possam ser digeridas e assimiladas para dar saúde e vida.

E isso é o que falta aos alimentos cosidos, pois as enzimas são destruídas pelo calor. Em um exemplo do software, pensemos o que ocorreria se colocarmos a ferver um pouco o CD antes de instalá-lo no computador.

E aqui paremos e pensemos na diferença entre alimento e comestível.
Muitos acham que são sinônimos porem são antônimos:

Alimento é todo o criado por Deus para que sirva para nutrir os seres vivos.

Um alimento conta não só com nutrientes (aminoácidos, minerais, enzimas, etc.), também e talvez o mais importante com informação estrutural, os elementos que brindam o ser vivo que os ingere, a entropia negativa que necessita para
manter-se vivo e são.

Alimento em uma palavra é todo elemento natural que brinda a natureza e que forma parte da cadeia trófica: Vegetais, herbívoros e seus parasitas, carnívoros e seus parasitas, insetos e seus parasitas, e os que trabalham na decomposição tornando o solo fértil onde crescem os vegetais aproveitando os minerais.
E a cadeia recomeça com ele.

Comestível em troca é tudo o criado pelo homem e sua industria.

Comestível em uma palavra, é sinônimo de mastigável, e provem do final de uma cadeia de elaboração e comercialização e que pretende sem conseguir alimentar, que pretende ser comida e não é, e para que foi necessário inventar a expressão “comida chatarra”.

Comestível é algo que não existe na natureza, que não cresce debaixo do (pense se existe em algum lugar, uma árvore ou vegetal do qual caiam penduradas garrafas de refrigerantes ou os salgadinhos)

Porem comestível é também um alimento que tenha sido desnaturado pelo homem por meio do fogo (somos o único animal que cozinha o que come), cozinhado, fervendo, assando, fritando, etc., Matando as enzimas, destruindo a informação estrutural necessária para que as células desse ser vivo que o ingere continuem com vida e com saúde (o exemplo de ferver o CD).

E no interior do nosso corpo isso que ingerimos como comestível (ou seja alimento destruído pelo fogo ou produzido pela industria que sistematicamente destrói as enzimas, é tratado como tóxico pois outra coisa não é.

E esses tóxicos nos desequilibram, nos estressam, nos debilitam, criando as condições para que as enfermidades se desenvolvam livremente.

Observando os Hospitais abarrotados, veja você mesmo, que se utiliza de uma clínica privada, fazendo fila para sacar número igual que nos Hospitais Públicos dos quais pretendeu fugir, para justamente, não pegar filas.

O convidamos a pensar se será bom comer algo que simplesmente não se deixa perder porque está morto e convertido em algo plástico que não tem vida e que por isso mesmo leva a morte.

É por isso que o doce de pêssego “orgânico” não é natural porque para elaborá-lo, foi preciso ferver o pêssego e o açúcar e isso os desnaturaliza de maneira irremediável.

E por mais que o consumidor assegure e certifique que o pêssego e o açúcar utilizados para fazer o doce sejam orgânicos, o produto que o consumidor compra, não é o que buscava:

Um produto natural.

De tudo isto concluímos que o único doce natural que existe no planeta é o doce de flores, que é o único preparado sem cozinhar e que é elaborado por nossas amigas as abelhas (o outro nome do doce de flores é mel).

Atente agora: Para fabricar açúcar ou glicose ou Sucrodex ou Levudex, etc. etc. é necessário para a industria o uso de ácido sulfúrico, além de altíssimas temperaturas que destroem qualquer tipo de vitaminas e enzimas que existe no caldo da cana de açúcar ou qualquer outra substancia natural utilizada no inicio do processo de fabricação.
¿O que acredita você que vai acontecer quando estes elementos químicos (o açúcar ou qualquer outro substituto de alimentação natural e o ácido sulfúrico entre outros tão daninhos) passem pelo trato digestivo das pobres abelhas, as que por terem sido ROUBADAS, pelo apicultor dono das caixas que habitam, de suas reservas de mel, são alimentadas com estas substancias que são mais “baratas”?

Fácil de imaginar:

Vão precisar de todos os elementos necessários para manter sua saúde.
Vão abrir de par em par as portas para que passem por elas com bandas e fanfarras todas as enfermidades existentes e por existir: Por exemplo: Loque Americana, Loque Européia, Loque sea, etc..

E se observarmos os apicultores da Espanha, da Bélgica, da Alemanha, dos Estados Unidos, que estão cansados de perguntar as autoridades sanitárias apícolas de seu país, porque morrem como moscas suas colméias sem conseguir
resposta.

E a resposta é simples, está aí, dentro de suas colméias: São as abelhas que as habitam, filhas, netas, bisnetas, tataranetas, descendentes em fim, de rainhas e abelhas criadas com açúcar ou qualquer outro produto sintetizado.

¿Porque crês que ficou na historia da apicultura argentina a altíssima qualidade das rainhas que criava Don Jacinto Naveiro?

PORQUE AS ALIMENTAVA SO COM QUADROS OPERCULADOS.

¿Que classe de abelhas estamos criando?

Uma que morre nas mãos sonhando com que alguma vez lhe permitiram gozar das reservas invernais que com tanto esforço juntaram na última temporada.

¿Sabe ande o comprovamos com a maior dureza?

Em Formosa.

Que é aonde chegamos com nossas colméias fugindo do “Pacote Tecnológico” da soja e seu tristemente célebre acompanhante: o Glifosato (Que é vendido como Herbicida sem informar , por não ser útil ao negocio, que é Totalicida) e os únicos seres viventes que não morrem ao seu contacto: Os organismos geneticamente modificados (modificados para que resistam sem morrer ao veneno)

Em Formosa, praticamente as únicas abelhas que existem são abelhas selvagens, as do monte, essas que saltam como tigres ao cangote.

E isto é assim porque estão africanizadas e gozando do mesmo entorno e ambiente do lugar de donde vieram, por estar no mesmo paralelo de seu país de origem.

(Lembrar que América do Sul estava unida a África e esta província tem animais que existem atualmente em ambas zonas)

Estas loucas (graças a Deus) nem sabem o que é um alimentador, nem elas nem seus parentes mais distantes nunca tiveram “a fortuna” de saborear o esquisito açúcar. Não sabem as pobres o que é Sucrodex . Ignorantes totais, nunca
escutaram nem falar do Levudex.
Não conhecem nenhuma das Loques e menos a Loque Sea.

Estas abelhas não sabem tampouco o que é morrer de Varroa, porque de brutas que são, as matam entre si.

Ademais, é preciso ter em conta outra prova da fortaleza com que se criam e se desenvolvem as colonias silvestres de QUALQUER LUGAR, colonias ou colmeias se queres dizer assim, que são favorecidas pela falta de intervencao de estranhos nas quais,

JÁ SE SABE QUE OS ENXAMES PROCEDENTES DE COLMEIAS SILVESTRES NÃO TÊM VARROA.

Não expressei antes porque não tinha uma fonte fidedigna que o comprovasse, porém neste audio que gravei em minha casa, domingo 17 de Maio de 2009 do programa O campo e você, emitido por radio El Mundo (AM 1070) da Argentina, aos Domingos de 5 às 7 hs. (Seção apícola de 6 às 7). No qual o prestiogiado periodista apícola argentino Federico Petrera hijo, de larga e indiscutivel trajetoria e experiencia em apicultura, expressa que como já se sabe os enxames procedentes de una colonia silvestre, não têm varroa.
Se pode escutar a gravação original e completa do programa desse día, oferecida pela internet em seu sitio Apicultura On Line em

http://www.apiculturaonline.com/mp3/17-05-09.mp3

A parte da conversação que extrai em gravação, corresponde nesse arquivo de audio oficial ao intervalo entre os minutos 49:54 y 50:26 no qual o senhor periodista Federico Petrera faz um comentario sobre a entrevista que realizara seu companhero periodista apícola, o Engenheiro Agrónomo Javier Folgar Bessone ao Veterinario Matías Toledo do Laboratorio Apilab da Argentina, em que este último manifestou que sem duvidas os casos de resistencia múltipla da varroa a varios principios ativos dos remedios utilizados (Isto significa que já não é suficiente com curas cruzadas com máis de un principio ativo) nas colmeias da República do Uruguai, se deven a enxames que cruzam o río Uruguai (rio limítrofe) da Argentina.

Tramo que pode ser escutado neste audio resumido do programa completo (Favor esperar um momento para carregar)


Agora se, após este longo porem necessário intróito, estamos em condições de falar com vocês de reservas invernais e enfermidades e as relações que existem entre ambas.

Quando você leve em conta que o melhor alimentador do mundo é uma serie de quadros de mel operculado acomodada pelas mesmas abelhas onde deve estar:
Por cima do ninho.

Quando você tiver o trabalho de levantar o custo dos alimentadores do alimento artificial, quanto custa em tempo, mão de obra, transporte e estresse de suas pobres abelhas alimentar no inverno, que é quando você poderia estar tomando mate com tortas fritas ao invés de estar destruindo suas colméias.

Quando você tenha em conta que por alimentar artificialmente a suas abelhas está iniciando o processo das enfermidades e seus conseqüentes tratamentos que você terá que abonar, deixará de ter caixas com abelhas que causam gastos, e começará a ter colméias produtoras que lhe deixarão o que devem deixar, em SEUS bolsos.

Nota:

Faço este agregado, por muitas consultas que me fazem as pessoas de maneira particular e por intercambio de ideias nas listas de apicultura nas quais intervenho, em que existem apicultores que consideram que nas condições dos lugares em que têm suas colmeias, a única opção de alimentação é uzar açucar ou outro alimento de síntese.

E o que é preciso fazer, alguma vez, e o digo com muito respeito, é deixar de colher as reservas que foram colhidas com tanto esforço, eese mel que merecem ter, como mínimo, por tanto trabalho realizado para nós.

Esta é uma lei velhssima e ELEMENTAR da apicultura, que foi esquecida, não se pode ter uma colmeia que nos dé resultados econômicos sustentáveis, se não deixa-la ser adulta, com todas suas reservas de mel, nol lugar onde ELA tenha sido colocada.

E esse "sacrificio" só precisa ser feito em uma temporada, a partir de então se terá uma colmeia "produtora" que não necessitará máis para passar cada inverno, que se voltem a respeitar essas reservas, seu espaçoo próprio.

Inviolavel.

Sagrado.

Qualquer duvida que tenha, faça um comentário ou faça-o através de meu correio: oscarperone@gmail.com

VISITE EL BLOG DE OSCAR PERONE
http://oscarperone.blogspot.com
oscarperone@gmail.com

3 - Tempo de uso de favos e o uso da cera alveolada.

Tiempo de uso dos cuadros.

Para o tema de por quanto tempo servem os favos de cria vamos  citar   para nós o maior dos apicultores da Argentina e um dos maiores do mundo sem dúvida.  

Estamos nos referindo a Manuel Oksman,  que escreveu,  na recordada revista de Rosário de Santa Fe, Agro Nuestro,  página 28 do número de Agosto de 1963: 

“E  quanto a idade dos favos, muita gente crê que eles envelhecem rapidamente, e com o  uso eles  escurecem, consideram que um favo bem escuro já não serve mais."

"Isto não é certo: Um favo segue sendo bom enquanto seja leve, e muitos apicultores práticos usamos os mesmos favos
por muitos anos -As vezes até vinte ou mais anos, e  sem o menor inconveniente-."

"Esta é uma velha controversia entre apicultores."

"Os que defendem o rápido envelhecimento do quadro dizem que com o uso repetido  dos alvéolos, as peles e outros resíduos das abelhas vão diminuindo o tamanho dos alvéolos produzindo abelhas cada vez menores até que as rainhas os 
rejeitam. E por tudo isto trocam todos os quadros escuros, inclusive os mais perfeitos – a cada dois, ou ao Maximo a cada três anos."

"Em teoria, isto pode parecer lógico, porem na prática as coisas não ocorrem dessa maneira, existe  um fator que não foi levado em conta –as mesmas abelhas- e que  muda tudo, porque elas limpam continuamente esses quadros  mantendo-os em  perfeito estado de uso por muitos anos."
"E  quanto a  rainha, é tudo ao contrario: são os quadros escuros os preferidos."

"Também argumentam os partidários dos quadros  “claros” que os escuros podem  causar  enfermidades."

"Tão pouco existem  razões para isto, e na  prática isto não ocorre."

"Em suma,  somos muitos os apicultores práticos que usamos regularmente os bons quadros escuros, e nossas abelhas são grandes, nossas colméias estão sãns e  rendem bem."

"É por tudo isto e inclusive exagerando um tanto a prudência, que estimo para um bom quadro uma vida útil média de pelo  menos oito a dez anos” 

E vamos  citar também o recordado Engenheiro Agrônomo Moisés Katzenelson que foi durante muitíssimos anos o Diretor do Centro de Investigação Apícola e Apiário do INTA de 25 de Maio na Província de Buenos Aires da República Argentina, que escreveu na página 68 de seu livro "Apicultura Prática": 

“Os quadros com cera negra não devem ser retirados só por este motivo."

"Não é verdade, como se acredita, que por ter sido quadros de cria por muitas gerações saem abelhas de menor tamanho que as normais."

"As paredes dos alvéolos não engrossam, nem os espaços resultam menores.."

"Se conhecem apiários bem manejados com quadros com cera de mais de trinta anos; o autor deste livro os viu."

"As mesmas abelhas se encarregam de roer paredes ou estirar os alvéolos e pô-los em boas condições de produção.”

Cremos que não é preciso  agregar mais nada depois dos testemunhos destes  dois pesos “Pesados” da Apicultura Argentina. 

Se lhe restam duvidas e pensam como muitos, que estes velhos quadros são um foco de infecção, e se, por deixar-se levar  pelo que dizem, não quiser crer que só se enfermam os que podem e não os que querem, vou relatar o  que me contaram no Hospital Nacional Baldomero Sommer de General Rodríguez na Província de Buenos Aires, nos tempos em que ditei, em seu Centro de Docência e Investigação, o curso de Apicultura Extensiva Orgânica dependente da Escola de Formação Profissional dessa localidade.

Quando no curso estava tratando este mesmo tema, me contaram alguns dos  alunos empregados no hospital, que no tempo em que a Lepra  se considerava incurável, o Hospital Baldomero Sommer (Este hospital que está sobre um terreno de 400 hectares, é o único hospital dedicado a  Lepra que existe na Argentina) estava dividido por uma cerca de arame que separava os sãos da “Zona”,  que era como se chamava o setor onde viviam os enfermos de Lepra.
Nesse tempo as únicas que tocavam os enfermos eram as monjas e os  médicos empurravam as portas com o corpo para não ter que tocar as maçanetas por medo do contagio.

Pois bem nessa época, estava internado  um novo enfermo de lepra que era visitado assiduamente por sua esposa que estava desconsolada não só pela enfermidade contraída por seu esposo, só  por que não lhe permitam  tocá-lo.

A tudo isto acordou com seu esposo, e a solução para voltarem  a estar juntos que encontraram, era que o esposo contagiasse-a. 

Para lograr seus propósitos, cada vez que a mulher vinha visitar o marido, este lhe passava um algodão embebido em suas chagas através do arame que sempre os separava.

Em seu domicilio, a mulher  cortava a pele e nas feridas passava com insistência o algodão embebido com a sujeira proveniente das chagas produzidas pela poderosa enfermidade de seu esposo. 

¿Resultado? 

Nunca se contaminou.

Porque o que enferma não é o contato com o vírus ou micróbio da enfermidade.

O que enferma são as causas que fazem que esse organismo se desequilibre e se debilite criando o caldo de cultivo necessário para que esse vírus ou micróbio se multiplique. 

Por isso dizem os que sabem que não se enferma o que quer mais o que pode.

Voltando aos favos  velhos, ¿sabe qual é o problema mais grave que enfrentam os pesquisadores que fazem investigações em apicultura quando estudam as diferentes enfermidades das abelhas? 
Para estudar as enfermidades é preciso fazê-lo  com muitas colméias enfermas, senão os resultados são inseguros, pois bem o problema é enfermar colméias sadias: 

É quase  impossível. 

¿Como o solucionam?:

Estressando-as, debilitando-as. Criando as condições necessárias..


O uso da cera alveolada


Pergunta:

 ¿Se você perguntar a qualquer  fabricante de pregos  para colméias, quantos pregos são recomendados por caixa, ¿Quantos crê você que lhe recomendaríam? 

Resposta segura:

Pregue Um por um e se possível um em cada canto da caixa,de baixo e  de cima, pregando  atravessando a madeira de cima para baixo (pelas  dúvidas). O que significa que MUITOS, a maior quantidade possivel.

Outra pergunta:

¿E quanta cera alveolada nos recomendariam usar os fabricantes de cera ? 


E outra coisa:

A CERA TEM QUE SER ALVEOLADA

isto Sim  que é sagrado em apicultura.

Argumento:

A cera deve ser alveolada porque se não as abelhas puxam células de zangão. 
E por isso que no quadro se  deve soldar uma folha inteira de cera alveolada.

Realidade:

Se é assim ¿Porque nos vendem folhas de cera alveolada que não cobrem todo o quadro?

E outra realidade:

¿Não observaram que as abelhas fazem o que querem com a cera alveolada e puxam  sobre ela todas as células de zangões que necessitam?

E aqui quero grifar a palavra necessitam porque as abelhas que são as rainhas e as mestras da economia, jamais, JAMAIS criam mais zangões do que o que consideram necessários.

Argumento:

A cera alveolada usada nos ninhos deve ser reforçada por arames, caso contrário o peso da cria ou do  mel deforma as células fazendo que a colméia crie mais zangões de que o necessário.

Realidade:

Convido  a todos a observar os favos que constroem as abelhas em qualquer oco que encontram e  vejam  com seus olhos.

POR FAVOR NÃO ME CREIAM 

Vão e vejam 

E verão lindos favos que suportam o peso sem deformar-se nem cair. 

Verão ademais que as abelhas não precisam ser guiadas pela mão do homem com a cera alveolada para puxar favos que são pranchas inteiras só de  cria de abelhas.

Por certo também haverá  locais com  cria de zangões,¿Porém em que colméia racional, plena de cera alveolada, não existe em absoluto cria de zangões?) 

Verão o fruto de pelo menos de 35 milhões  de anos, praticando a fabricação de favos sem suporte de arame  para que resistam todo o peso necessário, seja o favo de qualquer tamanho. 

OLHEM, não CREIAM.

Aqui  gostaria de fazer uma observação: As abelhas possuem sentidos e “vêem” ou percebem coisas que aos seres humanos são  inimagináveis, como por exemplo sua capacidade de ver os raios ultravioleta e as linhas dos campos de força magnética do planeta (As linhas Hartmann entre outras, como nos ensina a Geobiologia) por elas  se guiam para viajar.

Temos por certo que a disposição em paralelo de elementos metálicos (arames) no interior da colméia, necessariamente distorcem o campo magnético natural. 

Campo magnético natural com o que as abelhas contam (como nos últimos 35 milhões de anos) para desenvolver naturalmente sua vida e a de suas crias.

Observe com que empenho lutam para tirar os arames, e todos temos visto, em alguns dos quadros de cria aramados, que não existe  cria sobre os arames.


Qualquer duvida que tenha, faça um comentário ou faça-o através de meu correio: oscarperone@gmail.com

VISITE EL BLOG DE OSCAR PERONE

http://oscarperone.blogspot.com
oscarperone@gmail.com

viernes 13 de febrero de 2009

4 - A câmera de cria ideal.

Lawrence Lorraine Langstroth dos Estados Unidos (inventor da colméia Americana ou Standard usada pela maioria dos apicultores do mundo) não desconhecia que os quadros de sua colméia eram demasiados curtos, tendo em conta que uma boa rainha tende a desenvolver seu ninho de forma esférica e para aumentá-lo vai tratar de fazê-lo para cima consumindo o mel que sempre está nesse lugar (não esquecer que as abelhas sempre colocam o mel em cima do ninho e  que nutrizes para criar cada larva, consomem o conteúdo de una célula de mel, célula que a rainha se apressa a ocupar com postura que é o mecanismo de desenvolvimento natural do ninho, que sempre, é para cima por este motivo).

Sabia Langstroth então que sua colméia era muito baixa, pois se o ninho tende a ser esférico, a melhor forma que teria que ter era um quadro para formar um círculo, com o que a colméia teria que ser um cubo.

Porém preferiu acomodar a altura  de sua colméia ao tamanho da tabua mais larga que a industria madeireira de sua pátria (Estados Unidos) fabricava nessa época, para evitar ter que unir tabuas como em todas as outras colméias mais profundas que a sua, como a Quinby, Gallup, Adair ou a Jumbo, algumas das quais ainda  usadas por apicultores principalmente da Europa por suas reconhecidas virtudes em apicultura extensiva.

A maior largura das tabuas que produzia a industria madeireira no tempo, em seu país, era de dez polegadas (25,4 cm.) que é a altura com que ele fabricou sua colméia, com o que barateou sensivelmente a construção das mesmas, motivo este, entre os mais poderosos e o menos conhecido, do êxito alcançado pela sua colméia, até o extremo de ser  convertida como padrão mundial.

Observe-se que na atualidade para baixar custos se tende a fabricar a colméia standard unindo tabuas, pois a industria madeireira mundial já não dispõe com tanta facilidade de árvores das quais se possam produzir tabuas tão largas, razão pela qual estas são mais caras.

Recapitulemos então:

Temos  claro que a colméia que todos usamos é muito baixa, aproximadamente 46 cm. de lado por 24,5 cm. de altura em seu interior, obrigando a  rainha a desenvolver um ninho que é uma esfera achatada que se agrava  mais pois como não querem que os quadros encostem no fundo do ninho, para permitir a circulação por baixo, o terminam uns 2 centímetros antes, com o que geralmente a real altura do quadro  de cria tem só uns 18 ou 19 cm.

Nesta esfera achatada não se sentirá cômoda porque não reúne os requisitos necessários para desenvolver um ninho poderoso e sem um ninho poderoso é impossível ter uma colméia poderosa, e sem colméias poderosas é impossível 
sonhar com colheitas poderosas.

Lhe convido  a reler o anterior porque é básico para ter ótimos resultados em apicultura. 

Um quadro com pouca profundidade como o usado, deixa a maioria das reservas de mel fora do local onde está o ninho, obrigando ao agrupamento de abelhas  invernal a formar-se longe deste. Quando  termina o pouco mel que   podem 
guardar num quadro como reserva, deslocando-se e tendo que ocupar a parte superior do quadro donde está o ninho, o espaço intermediário e o  travessão inferior do quadro imediato superior, para chegarem aos quadros com mel que estão acima do ninho (se existem, claro) com o que o esforço que tem que realizar o agrupamento invernal para manter a temperatura aumenta, pois a cera  conserva melhor o calor do que a madeira (tem maior inércia térmica, o que significa  que é um material que perde mais lentamente a temperatura que 
adquire).

Isto do agrupamento de abelhas deslocando-se para as reservas é pouco levado em conta pois normalmente se esquece (ou se desconhece) que as abelhas devem ocupar primeiro com seu agrupamento invernal, a porção do quadro que contem as reservas de mel para aquecê-lo, e não podem desopercular as células que contem mel se a cera do quadro não está na temperatura necessária para poder realizar esta operação.

Ao  contrario sucede com um  ninho que tenha o mais aproximado possivel a mesmo altura que tem de comprimento a colméia Standard (Também nada de mal que tenha  altura e largura iguais) com o que conseguiríamos que a rainha tivesse a disposição um ninho perto de  46 cm. de lado por uns 29 cm. de altura que é a altura que tem as colméias Quimby, Gallup, Adair, y Jumbo de reconhecida capacidade em manejos extensivos (a altura que tem aproximadamente dois melgueirões, um em cima  do outro) e como máxima tentativa uns 46 cm. de lado por uns 48 cm. de altura (a altura que tem aproximadamente dois ninhos, um em cima do  outro, naturalmente, nada impede que se provem ninhos maiores).

Para obter o anteriormente exposto  temos nos limitado a colocar caixas vazias sobrepostas sobre o piso e colocar os quadros (sem a parte inferior) no encaixe da caixa superior. Com isto nossas abelhas têm todo o espaço que necessitam 
para formar um poderoso ninho.

Ademais é conveniente deixar (Depende da força da colméia, quanto maior, mais reservas necessita) como parte integrante do ninho, a primeira melgueira  ou três quartos (segundo o material usado) sem tocar, para que sejam parte de suas reservas.

Para que fique mais claro vejamos esta fotografia tirada no apiário Vinal da estância El Palomar da província de Formosa (no  estabelecimento apícola orgânico, os apiários tem nomes de árvores autóctonos, como o Vinal, o cartaz pintado com pintura permitida pelo protocolo orgânico está indicando que essa colméia V7 é a colméia 7 do apiário Vinal)
(Clic sobre a imagem se a quer ver em tamanho completo)


Observe que a câmara de cria neste caso (as combinações possíveis são muitas) está formada por um ninho inferior, uma melgueirão   por cima dele que é onde se apóiam os quadros e um melgueirão  mais, que serve para assegurar as suficientes reservas de mel, o  espaço dado a uma rainha, a possibilidade de expressar toda sua verdadeira potencia, como fazem no campo quando encontram uma árvore com um grande oco.

A regra de ouro deste sistema que estou ensinando é que , em tempo de colheita, quando chegamos a  primeira caixa por cima do ninho, paramos, por que dalí até o alvado é terreno sagrado das abelhas, onde têm liberdade de fazerem o que 
desejem.

Em um ninho assim as reservas estão por cima da cria e serão mais que suficientes para que não haja nunca um mau inverno possível, com o conseqüente beneficio para as abelhas e  para nos. 

É este o lugar para que façamos varias consideracões.

Tudo isto que se expôs e se propõe aqui foi provado e comprovado na prática, nossas colméias estão armadas desta maneira. as abelhas estão desfrutando neste mesmo momento...
(Clic sobre a imagem se a quer ver em tamanho completo)



Isto que  estamos ensinando não é um experimento, é uma realidade comprovada e comprovável.

As colméias que usamos e propomos, até onde sabemos, têm os quadros mais profundos usados na apicultura profissional.

Vejamos:

Os quadros Gallup, Quinby, Adair e Jumbo (entre os conhecidos claro) tinham ou até, pois alguns  se usam em apicultura extensiva, todos eles 25,5 cm. de profundidade  ou altura. Sendo o Americano o mais profundo que se tem usado até agora pois tem 27,5 cm. de profundidade ou altura, como o queiram considerar.

Nossos quadros têm 26,5 cm. Nos ninhos que  temos em produção, formados com 2 melgueiras. Que foram as que começamos provando este sistema em Buenos Aires.

36 cm. nas colméias com as que começamos a  provar um ninho mais profundo formado por um ninho com uma melgueira.  

39, 5 cm. en colmeias onde começamos então por um ninho com um melgueirão em cima

41 cm. nas colméias  que temos formado com 3 melgueiras.

45,5 cm. nas colméias que temos formado com 2 ninhos.

51,5 cm. nas colméias  que temos formado com 3 melgueirões.

Para comparar, os quadros de uma ninho Standard têm uns 19 cm. de altura pois as abelhas não chegam ao travessão inferior, deixando entre este e o borde inferior do quadro uma passagem de  abelhas.

Nossos quadros, como não têm travessão inferior (tão pouco têm arames) permitem que as abelhas construam seus quadros  todo da distancia que queiram do piso (em geral chegam a uns dois ou três centímetros deste).

Naturalmente quadros de tal profundidade não são práticos para usar seguindo a técnica tradicional, com suas revisões periódicas.

Porém, como verás a seguir,  consideramos o coração desta técnica dar as abelhas o que mais necessitam para demonstrar todo o seu terrível potencial:

Muito espaço, muitas reservas e muita paz.

E isso é precisamente o que fazemos.

Pois nos limitamos a abrir nossas colméias só para coletá-las e intervindo só nas melgueiras, nunca no  ninho e suas reservas que são sagradas para nos.

Como deve ser.

NOTA:

Faço esse agregado, hoje  14 de Abril de 2009, para responder a varias consultas feitas a respeito de que material recomendo para construir um ninho profundo como o que se postula neste manual.

Depois de muitas provas com diversos tamanhos de caixas (Que todavia os temos em uso) terminamos aprendendo que qualquer que brinde MUITO espaço. É bom.

Tudo depende do material que você tenha, use-o para empilhá-lo e construir  seu super-ninho.

Que não importa a mistura, nem o tamanho diferente que tenham suas colméias.

Não tem importância, pois não esqueça  que com este sistema, você nunca, NUNCA, 
abrirá o ninho, não  importará, se fizeram  o ninho como o fizeram, só desfrutará dos benefícios, o trabalho e o formato, deseje a  elas que entendam  UM POUQUINHO mais disso do que nós.

O que sim aprendemos (e isto é absolutamente pessoal, cada um faz o que quer com suas colméias) é que o melhor é usar só melgueirões.

Primeiro porque são (em proporção) mais baratos, contabilizamos  várias vezes a conta, comparando a capacidade em litros com outras medidas, e (não sabemos 
porque) são mais baratos.

E segundo e creio que  mais importante, os cabeçotes dos quadros dos melgueirões têm o mesmo tamanho que os quadros de ninho.

E como  com este sistema não usamos a barra inferior, podemos usar os quadros de melgueirões para usá-los no ninho, com o que, sendo mais grossos vão suportar o peso de semelhante ninho, sem necessidade de comprar quadros de 
ninhos  para isso.

Usando melgueirões, o único material que teremos são caixas desse tamanho,  simplifica tudo pois se estandariza todas as operações  e se facilita muito o trabalho.

Em definitivo o que fazemos é:

Ninho: Três melgueirões empilhados  para o ninho e mais uma para reservas, com o que os nossos ninhos constam de   4 (quatro) melgueirões.

Agora estamos começando a não usar mais pisos, pois os estamos substituindo por tabuas cravadas na base do primeiro melgueirão, deixando que sobresaia um pouco a que está a frente para que forme a plataforma de vôo e recortando a entrada da tabua.

Com o que a economia é significativa e os resultados os mesmos, pois não se esqueça o ninho, 

NEM O VEMOS.

Com o que o único material que compramos é melgueirões e quadros dessas medidas e tetos americanos.

Meu sócio em apicultura sempre me faz gozações dizendo: "Se  segues sacando coisas da colméia, no fim nem abelhas vão sobrar"

Eu sei que esta apicultura que recomendo não é elegante e bela aparência, porem me remeto ao que sempre dizia meu mestre Don Manuel Oksman:

"Não é obrigatório que os apiários tenham bom aspecto, o que é obrigatório é que dêem lucros"

Qualquer duvida que tenha, faça um comentário ou faça-o através de meu correio: oscarperone@gmail.com

VISITE EL BLOG DE OSCAR PERONE
http://oscarperone.blogspot.com
oscarperone@gmail.com

jueves 12 de febrero de 2009

5 - Os enxames.

Um núcleo jamais terá a força, a saúde, o empuxe, a velocidade de desenvolvimento nem a terrível adaptação aos inconvenientes climáticos entre muitos outros que tem o mais débil dos enxames, pela simples razão que um núcleo é o pobre resultado de uma técnica apícola que trata de manejar variáveis conhecidas, pouco conhecidas e desconhecidas  (um núcleo seria uma espécie de Frankestein) e um enxame em troca é um mecanismo aperfeiçoado durante os últimos 35 milhões de anos para conseguir um propósito: 

Perpetuar-se.

Disto resultam duas coisas:

Primero.

Assim como é impossível que se evite que um animal se reproduza atendendo a um de sues instintos mais básicos (salvo castrando-o) é impossível evitar que as colméias enxameiem quando assim o desejem (salvo castrando-as)
Só o acaso permite lograr condições que posterguem esta decisão (como por exemplo brindar abundante espaço)

Segundo:

Não é certo que um enxame pelo fato de sê-lo não nos pode brindar mais do que uma colméia enxameadora, pois quando enxameou, o fez atendendo (Como todas as colméias) a um dos mais poderosos e básicos instintos dos seres vivos: 

Reproduzir-se.

E não é certo, que a colméia povoada com um enxame não pode ser una colméia coletora e pelo mesmo produtiva, observe-se que para que uma colméia ser enxameadora, a rainha que a encabeça deve abarrotar de crias e de abelhas o oco que ocupa.

¿Tao ruim não deve ser não?

Salvo os casos de abandono da colméia por causas que lhe dificulte viver em paz (Como no caso, por exemplo, das revisões periódicas)

Quiséramos agregar aqui que segundo nossa experiência, a melhor abelha para trabalhar é a local, pois já está adaptada as condições do lugar. 

Todo animal pode ser melhorado com manejo genético, porém levando em conta os custos reais, é preferível fazer manejo extensivo e deixar as coisas como estão.

E que por isso, para nós, os melhores resultados se conseguem com colméias povoadas com enxames capturados no lugar.

CONSIDERANDOS:

Com o intensivo estudo entre outros destes cinco pontos desenvolvidos até  aqui, e de suas relações entre si durante muitos anos de prática apícola, fomos desenvolvendo uma nova e se querem revolucionaria técnica extensiva orgânica.

Nos sentimos orgulhosos discípulos de nosso mestre Manuel Oksman e sentimos a enorme satisfação da profundidade dos seus ensinamentos, e como corresponde, levar os conhecimentos que nos legara, um pouco mais adiante e para cima, que é o mecanismo milenar com que se produz o progresso técnico humano.

Convidamos  a nossos leitores a provar primeiro com uma pequena parte de seu apiário as técnicas que a continuação detalharemos (como recomendava Oksman, nunca se devem fazer provas com todo o apiário) e logo quando comprovem por si mesmos que funcionam, e se estão conformes, passar o resto a  nova técnica.

Se conseguimos com o tempo que os que aprenderam nos ensinem, teremos logrado o sonho de todo bom docente.

Nas próximas entradas  veremos os seguintes temas:

A técnica Extensiva Natural.
Brindando muito espaço.
Brindando muita paz.
Manejo: A "captura" de enxames.
Outro modo de colher.
FAQ - As perguntas mais freqüentes.


Qualquer duvida que tenha, faça um comentário ou faça-o através de meu correio: oscarperone@gmail.com

VISITE EL BLOG DE OSCAR PERONE
http://oscarperone.blogspot.com
oscarperone@gmail.com

 

Vea las estadísticas del Blog