Um alimento conta não só com nutrientes (aminoácidos, minerais, enzimas, etc.), também e talvez o mais importante com informação estrutural, os elementos que brindam o ser vivo que os ingere, a entropia negativa que necessita para
manter-se vivo e são.
Alimento em uma palavra é todo elemento natural que brinda a natureza e que forma parte da cadeia trófica: Vegetais, herbívoros e seus parasitas, carnívoros e seus parasitas, insetos e seus parasitas, e os que trabalham na decomposição tornando o solo fértil onde crescem os vegetais aproveitando os minerais.
E a cadeia recomeça com ele.
Comestível em troca é tudo o criado pelo homem e sua industria.
Comestível em uma palavra, é sinônimo de mastigável, e provem do final de uma cadeia de elaboração e comercialização e que pretende sem conseguir alimentar, que pretende ser comida e não é, e para que foi necessário inventar a expressão “comida chatarra”.
Comestível é algo que não existe na natureza, que não cresce debaixo do (pense se existe em algum lugar, uma árvore ou vegetal do qual caiam penduradas garrafas de refrigerantes ou os salgadinhos)
Porem comestível é também um alimento que tenha sido desnaturado pelo homem por meio do fogo (somos o único animal que cozinha o que come), cozinhado, fervendo, assando, fritando, etc., Matando as enzimas, destruindo a informação estrutural necessária para que as células desse ser vivo que o ingere continuem com vida e com saúde (o exemplo de ferver o CD).
E no interior do nosso corpo isso que ingerimos como comestível (ou seja alimento destruído pelo fogo ou produzido pela industria que sistematicamente destrói as enzimas, é tratado como tóxico pois outra coisa não é.
E esses tóxicos nos desequilibram, nos estressam, nos debilitam, criando as condições para que as enfermidades se desenvolvam livremente.
Observando os Hospitais abarrotados, veja você mesmo, que se utiliza de uma clínica privada, fazendo fila para sacar número igual que nos Hospitais Públicos dos quais pretendeu fugir, para justamente, não pegar filas.
O convidamos a pensar se será bom comer algo que simplesmente não se deixa perder porque está morto e convertido em algo plástico que não tem vida e que por isso mesmo leva a morte.
É por isso que o doce de pêssego “orgânico” não é natural porque para elaborá-lo, foi preciso ferver o pêssego e o açúcar e isso os desnaturaliza de maneira irremediável.
E por mais que o consumidor assegure e certifique que o pêssego e o açúcar utilizados para fazer o doce sejam orgânicos, o produto que o consumidor compra, não é o que buscava:
Um produto natural.
De tudo isto concluímos que o único doce natural que existe no planeta é o doce de flores, que é o único preparado sem cozinhar e que é elaborado por nossas amigas as abelhas (o outro nome do doce de flores é mel).
Atente agora: Para fabricar açúcar ou glicose ou Sucrodex ou Levudex, etc. etc. é necessário para a industria o uso de ácido sulfúrico, além de altíssimas temperaturas que destroem qualquer tipo de vitaminas e enzimas que existe no caldo da cana de açúcar ou qualquer outra substancia natural utilizada no inicio do processo de fabricação.
¿O que acredita você que vai acontecer quando estes elementos químicos (o açúcar ou qualquer outro substituto de alimentação natural e o ácido sulfúrico entre outros tão daninhos) passem pelo trato digestivo das pobres abelhas, as que por terem sido ROUBADAS, pelo apicultor dono das caixas que habitam, de suas reservas de mel, são alimentadas com estas substancias que são mais “baratas”?
Fácil de imaginar:
Vão precisar de todos os elementos necessários para manter sua saúde.
Vão abrir de par em par as portas para que passem por elas com bandas e fanfarras todas as enfermidades existentes e por existir: Por exemplo: Loque Americana, Loque Européia, Loque sea, etc..
E se observarmos os apicultores da Espanha, da Bélgica, da Alemanha, dos Estados Unidos, que estão cansados de perguntar as autoridades sanitárias apícolas de seu país, porque morrem como moscas suas colméias sem conseguir
resposta.
E a resposta é simples, está aí, dentro de suas colméias: São as abelhas que as habitam, filhas, netas, bisnetas, tataranetas, descendentes em fim, de rainhas e abelhas criadas com açúcar ou qualquer outro produto sintetizado.
¿Porque crês que ficou na historia da apicultura argentina a altíssima qualidade das rainhas que criava Don Jacinto Naveiro?
PORQUE AS ALIMENTAVA SO COM QUADROS OPERCULADOS.
¿Que classe de abelhas estamos criando?
Uma que morre nas mãos sonhando com que alguma vez lhe permitiram gozar das reservas invernais que com tanto esforço juntaram na última temporada.
¿Sabe ande o comprovamos com a maior dureza?
Em Formosa.
Que é aonde chegamos com nossas colméias fugindo do “Pacote Tecnológico” da soja e seu tristemente célebre acompanhante: o Glifosato (Que é vendido como Herbicida sem informar , por não ser útil ao negocio, que é Totalicida) e os únicos seres viventes que não morrem ao seu contacto: Os organismos geneticamente modificados (modificados para que resistam sem morrer ao veneno)
Em Formosa, praticamente as únicas abelhas que existem são abelhas selvagens, as do monte, essas que saltam como tigres ao cangote.
E isto é assim porque estão africanizadas e gozando do mesmo entorno e ambiente do lugar de donde vieram, por estar no mesmo paralelo de seu país de origem.
(Lembrar que América do Sul estava unida a África e esta província tem animais que existem atualmente em ambas zonas)
Estas loucas (graças a Deus) nem sabem o que é um alimentador, nem elas nem seus parentes mais distantes nunca tiveram “a fortuna” de saborear o esquisito açúcar. Não sabem as pobres o que é Sucrodex . Ignorantes totais, nunca
escutaram nem falar do Levudex.
Não conhecem nenhuma das Loques e menos a Loque Sea.
Estas abelhas não sabem tampouco o que é morrer de Varroa, porque de brutas que são, as matam entre si.
Ademais, é preciso ter em conta outra prova da fortaleza com que se criam e se desenvolvem as colonias silvestres de QUALQUER LUGAR, colonias ou colmeias se queres dizer assim, que são favorecidas pela falta de intervencao de estranhos nas quais,
JÁ SE SABE QUE OS ENXAMES PROCEDENTES DE COLMEIAS SILVESTRES NÃO TÊM VARROA.
Não expressei antes porque não tinha uma fonte fidedigna que o comprovasse, porém neste audio que gravei em minha casa, domingo 17 de Maio de 2009 do programa O campo e você, emitido por radio El Mundo (AM 1070) da Argentina, aos Domingos de 5 às 7 hs. (Seção apícola de 6 às 7). No qual o prestiogiado periodista apícola argentino Federico Petrera hijo, de larga e indiscutivel trajetoria e experiencia em apicultura, expressa que como já se sabe os enxames procedentes de una colonia silvestre, não têm varroa.
Se pode escutar a gravação original e completa do programa desse día, oferecida pela internet em seu sitio Apicultura On Line em
http://www.apiculturaonline.com/mp3/17-05-09.mp3
A parte da conversação que extrai em gravação, corresponde nesse arquivo de audio oficial ao intervalo entre os minutos 49:54 y 50:26 no qual o senhor periodista Federico Petrera faz um comentario sobre a entrevista que realizara seu companhero periodista apícola, o Engenheiro Agrónomo Javier Folgar Bessone ao Veterinario Matías Toledo do Laboratorio Apilab da Argentina, em que este último manifestou que sem duvidas os casos de resistencia múltipla da varroa a varios principios ativos dos remedios utilizados (Isto significa que já não é suficiente com curas cruzadas com máis de un principio ativo) nas colmeias da República do Uruguai, se deven a enxames que cruzam o río Uruguai (rio limítrofe) da Argentina.
Tramo que pode ser escutado neste audio resumido do programa completo (Favor esperar um momento para carregar)
Agora se, após este longo porem necessário intróito, estamos em condições de falar com vocês de reservas invernais e enfermidades e as relações que existem entre ambas.
Quando você leve em conta que o melhor alimentador do mundo é uma serie de quadros de mel operculado acomodada pelas mesmas abelhas onde deve estar:
Por cima do ninho.
Quando você tiver o trabalho de levantar o custo dos alimentadores do alimento artificial, quanto custa em tempo, mão de obra, transporte e estresse de suas pobres abelhas alimentar no inverno, que é quando você poderia estar tomando mate com tortas fritas ao invés de estar destruindo suas colméias.
Quando você tenha em conta que por alimentar artificialmente a suas abelhas está iniciando o processo das enfermidades e seus conseqüentes tratamentos que você terá que abonar, deixará de ter caixas com abelhas que causam gastos, e começará a ter colméias produtoras que lhe deixarão o que devem deixar, em SEUS bolsos.
Nota:
Faço este agregado, por muitas consultas que me fazem as pessoas de maneira particular e por intercambio de ideias nas listas de apicultura nas quais intervenho, em que existem apicultores que consideram que nas condições dos lugares em que têm suas colmeias, a única opção de alimentação é uzar açucar ou outro alimento de síntese.
E o que é preciso fazer, alguma vez, e o digo com muito respeito, é deixar de colher as reservas que foram colhidas com tanto esforço, eese mel que merecem ter, como mínimo, por tanto trabalho realizado para nós.
Esta é uma lei velhssima e ELEMENTAR da apicultura, que foi esquecida, não se pode ter uma colmeia que nos dé resultados econômicos sustentáveis, se não deixa-la ser adulta, com todas suas reservas de mel, nol lugar onde ELA tenha sido colocada.
E esse "sacrificio" só precisa ser feito em uma temporada, a partir de então se terá uma colmeia "produtora" que não necessitará máis para passar cada inverno, que se voltem a respeitar essas reservas, seu espaçoo próprio.
Inviolavel.
Sagrado.
Qualquer duvida que tenha, faça um comentário ou faça-o através de meu correio: oscarperone@gmail.com